Apendicite: o que é, sintomas e como identificar

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apendiciteApendicite: o que é, sintomas e como identificar

Marcada por uma dor intensa no lado inferior direito do abdômen, a apendicite é uma inflamação do apêndice, que precisa ser diagnosticada rapidamente para o tratamento ser eficaz.

O problema costuma vir associado a vômitos, febre, enjoos e falta de apetite.

O apêndice é um órgão localizado no lado direito da barriga, que tem ligação direta com o intestino e, acontece, geralmente, por causa de algum corpo estranho — pequenas porções de fezes, um parasita ou até sementes de frutas — que obstrui essa estrutura, levando a um inchaço e ao aparecimento de um abscesso em sua ponta, ali contida, a secreção favorece a proliferação de bactérias.

Para tratar o problema, o apêndice deve ser retirado o mais rapidamente possível, através de cirurgia, indicada pelo médico, para evitar complicações mais graves como peritonite.

Por isso, em caso de suspeita de apendicite, é muito importante ir ao hospital para confirmar o diagnóstico.

Sinais e sintomas

  • Dor abdominal constante na região do umbigo
  • Inchaço abdominal
  • Dificuldade em mexer a perna direita
  • Náuseas ou vômitos
  • Perda de apetite
  • Mal estar geral
  • Febre baixa persistente (entre 37,5º e 38º)
  • Prisão de ventre ou diarreia

Vale saber que esses sintomas são mais frequentes em crianças e adolescentes, embora a apendicite aguda possa ocorrer em qualquer idade. Na verdade, a  apendicite é mais frequente entre os 10 e os 30 anos.

Por isso, é fundamental procurar ajuda médica em caso de aparecer alguma dor abdominal aguda — especialmente se o paciente for uma criança, que tem mais dificuldade em descrever o que está sentindo.

Ajuda médica

É preciso estar bem atento aos sintomas, caso persistam por mais do que 12 horas, é fundamental procurar um especialista e explicar detalhadamente o que está sentindo, aproveitando para  tirar todas as suas dúvidas.

O médico, provavelmente, irá perguntar em que região do abdômen você sente dor, e se ela mudou de local com o passar das horas. Descreva, também, qualquer outro sintoma, como febre, náuseas e diarreia.

Que especialista procurar

especialidade-medica-para-apendiceNa hora de procurar ajuda médica, procure pelos seguintes especialistas:

  • Clínico geral
  • Cirurgião abdominal.

Perguntas, geralmente, feitas pelo médico para detectar o problema:

  • Quando sua dor abdominal começou?
  • Aonde dói?
  • A dor mudou?
  • Quão grave é a sua dor?
  • O que torna sua dor mais grave?
  • O que ajuda a aliviar sua dor?
  • Você está com febre?
  • Você sente náuseas?
  • Quais outros sinais e sintomas você tem?

Exames para detectar a Apendicite

Assim como os sintomas relatados, para diagnosticar a apendicite, o médico costuma apalpar a região mais baixa à direita do abdômen. A dor muito intensa nesse momento é um forte indício da presença de inflamação no local. O médico também deverá observar se há rigidez dos músculos do abdômen

Para confirmar o diagnóstico, o médico costuma, também, solicitar os seguintes exames:

  • Hemograma: permite avaliar a quantidade de glóbulos brancos, que ajudam a confirmar a presença de uma inflamação no corpo;
  • Teste de urina: para verificar se os sintomas não estão sendo causados por uma infecção urinária;
  • Ultrassom abdominal ou tomografia computadorizada: permitem observar a dilatação e inflamação do apêndice.
  • Raio-X: o médico também poderá solicitar um raio-X da região abdominal. Através das imagens captadas no exame, poderá fazer o diagnóstico correto.

Uma dica para tentar descobrir em casa se pode ser uma situação de apendicite é deitar de barriga para cima e depois pressionar com uma mão sobre o lado inferior direito na barriga. Depois, deve-se aliviar rapidamente a pressão. Caso a dor seja mais intensa, existe boas chances de ser apendicite, já se a dor não sofrer alteração, pode ser sinal de outro problema.

No entanto, é sempre importante o diagnóstico de um profissional, já que é necessário agir rapidamente em caso de apendicite.

Diagnóstico de Apendicite

diagnosticoGeralmente, os médicos podem diagnosticar a apendicite apenas com a descrição dos sintomas, pelo exame físico e pelos exames de laboratório. Em alguns casos, testes adicionais podem ser necessários.

Na apendicite, o nível de dor varia de acordo com o tempo, dificultando o diagnóstico.

Vale saber que a apendicite não é o único problema capaz de causar dores abdominais, por isso, o médico costuma pedir alguns exames, justamente, para descartar qualquer possível problema, e para ter certeza absoluta de que se trata de um quadro de inflamação no apêndice.

Causas da apendicite

Embora não sejam sempre tão claras, as causas da apendicite mais comuns, conhecidas por levar à inflamação no apêndice são:

  • Obstrução por gordura ou fezes
  • Infecção, como a gastrointestinal causada por vírus.

Vale saber que, em todos os casos, uma bactéria presente naturalmente dentro do apêndice começa a se multiplicar, causando a inflamação e o inchaço do apêndice, e eventualmente com pus, por isso, deve ser tratada imediatamente, caso contrário, a apendicite pode causar o rompimento do apêndice, ou impedindo o fluxo de sangue no local.

Fatores de risco

Embora qualquer um possa desenvolver inflamação no apêndice, a apendicite costuma ser mais comum entre pessoas de 10 a 30 anos.

Porém, não se pode apontar comportamentos considerados de risco, que possam contribuir ou ter alguma relação com a inflamação.

Quando fazer cirurgia

É preciso ter em mente que o tratamento da apendicite é cirúrgico, ou seja, o apêndice inflamado precisa ser retirado durante uma cirurgia, com a pessoa anestesiada, no hospital.

A retirada do apêndice (que é uma “bolsa” presa na parte final do cólon) não traz nenhum risco documentado para a vida do paciente no futuro, já que ele não tem nenhuma função conhecida no corpo humano.

A apendicectomia, como é chamada a cirurgia para apendicite, é a única forma de tratamento, sendo retirado o apêndice inflamado, com um pequeno corte no abdômen.

A cirurgia pode ser realizada de duas formas:

  • Com uma pequena incisão de cerca de cinco centímetros, no lado direito do abdome, logo acima do apêndice, para poder removê-lo.
  • Através de laparoscopia, ou seja, o cirurgião faz três pequenos orifícios no abdômen, insere uma câmera para a visualização do procedimento e remove o apêndice. Essa opção método é menos invasiva que o primeira e, normalmente, tem um tempo de recuperação menor.

Apenas o médico responsável poderá dizer qual o melhor tipo de cirurgia para cada caso e paciente.

É preciso saber que, caso o apêndice não seja removido, ele pode se romper, ocorrendo o que chamamos de apendicite supurada, aumentando a possibilidade de liberar bactérias no abdômen, podendo levar à ocorrência de peritonite, com a formação de abscessos no abdômen, por exemplo, o que é bem grave, por isso, é fundamental tratar a apendicite corretamente.

E mais, se seu apêndice for removido antes dele se romper, a recuperação, provavelmente, será rápida. Porém, se seu apêndice romper antes da cirurgia, então, nesse caso, a recuperação acontecerá de forma bem mais demorada, tendo mais chances de desenvolver um abscesso ou outras complicações, devendo ficar no hospital, portanto, por muito mais tempo, em observação.

Apendicite na gravidez

apendicite-na-gravidezA apendicite na gravidez é extremamente perigoso, e isso porque o apêndice pode se romper e espalhar bactérias dentro do abdômen, podendo causar infecções graves tanto para a mãe como para o bebê.

Quanto aos sintomas da apendicite durante a gravidez, eles são os mesmos, sendo a cirurgia, também, a única opção de tratamento, dessa forma, evitando que prejudique o desenvolvimento do bebê.

Por isso, é fundamental que a grávida fique bem atenta aos sintomas, ao sentir dor intensa e contínua do lado direito do abdômen é preciso se dirigir imediatamente ao hospital para fazer o diagnóstico e, caso confirmada a apendicite, possa ser feita rapidamente a cirurgia.

Complicações possíveis

Caso não seja diagnosticada a tempo, ou nem seja diagnosticada, a apendicite pode apresentar complicações, como o rompimento do apêndice – gerando o acúmulo de pus dentro do abdômen, podendo atingir outros órgãos.

Geralmente, o abscesso e pus precisam ser drenados, o que pode ser feito com o auxílio de um tubo sob a pele e com medicamentos. Só então, após a infecção ser controlada, a apendicectomia poderá ser realizada.

Caso o paciente com apendicite não seja tratado imediatamente, ele poderá sofrer de algumas complicações mais graves, tais como:

  • Peritonite, causado por rompimento do apêndice, em que há inflamação na cavidade abdominal;
  • Acúmulo de pus no abdômen, causado por abscesso de um apêndice rompido;
  • Conexões anormais entre órgãos abdominais ou entre esses órgãos e a superfície da pele (fístula).

Prevenção

Por ser um problema associado ao funcionamento do intestino, uma dieta rica em fibras, com frutas e verduras, pode diminuir o tempo de trânsito intestinal das fezes, reduzindo o risco de estacionarem no apêndice.

No entanto, vale saber que ainda não se fala em medidas 100% eficazes relacionadas à prevenção. Todos nascem com apêndice e o processo de inflamação se dá naturalmente, sendo até bem comum.

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