Artrite Reumatóide【Suas causas e seus novos Tratamentos】

Artrite reumatoide

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Artrite reumatoide: causas e tratamentos

A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica caracterizada pela inflamação frequente das articulações.

Na verdade, é uma doença crônica autoimune sistêmica, que pode provocar deformidades nas juntas e afetar também outros tecidos e órgãos.

Como a artrite reumatoide é uma doença sistêmica, as inflamações podem ocorrer também em outros lugares, como em volta do coração, no pulmão e até mesmo nos olhos.

Infelizmente, não há cura, porém, a doença pode ser controlada com medicamentos antirreumáticos.

Presente em aproximadamente 1% da população mundial adulta, geralmente, em pessoas entre 55 e 75 anos, se caracteriza por períodos de crise e remissões.

Em períodos de crise, geralmente, aparecem muitas inflamações sem motivos aparentes, nas juntas e outras áreas, como pulmão e coração.

Já, em períodos de remissão, são observadas poucas ou nenhuma inflamação, pois a artrite reumatoide pode ficar inativa por semanas, meses e até por anos.

Embora a doença possa aparecer em qualquer pessoa, de todas as etnias, pesquisas revelaram que ela é mais comum em caucasianos.

A doença também não escolhe idade, embora seja mais comum a partir dos 40 anos.

Mesmo não sendo uma doença fatal, vale saber que a taxa de mortalidade em pacientes com AR é maior do que em pessoas saudáveis, já que a doença e os tratamentos disponíveis podem causar sérias complicações.

E mais, as frequentes inflamações podem causar lesões ósseas e articulares irreversíveis, o que pode resultar em deformações que interferem seriamente na qualidade de vida do paciente.

artrite, causas e tratamentosCausas e fatores de risco

Como já foi dito, a artrite reumatoide é uma doença autoimune, o que significa que ela acontece quando o sistema imunológico se confunde e começa a atacar o próprio organismo. No caso da artrite reumatoide, os anticorpos atacam a membrana sinovial, tecido que preenche os espaços intra-articulares e promove a lubrificação para o bom funcionamento das juntas. Quando esse tecido é lesado, ocorre uma inflamação.

Geralmente, o tecido consegue se recuperar de uma inflamação sem maiores problemas, mas, em casos de artrite reumatoide, esses anticorpos continuam a atacar essa membrana, podendo causar danos irreversíveis, como diminuição do espaço articular e erosões.

Pesquisas ainda não conseguiram descobrir o que faz com que o sistema imunológico ataque o próprio organismo saudável, porém, se acredita que a origem do problema esteja relacionada a uma combinação de predisposição genética e fatores ambientais.

Predisposição Genética

Quem possui os marcadores genéticos tem 10 vezes mais chances de desenvolver artrite reumatoide, embora isso nem sempre se concretize, na verdade, muitos pacientes com artrite reumatoide não carregam os marcadores genéticos.

Por isso, pesquisadores acreditam que embora a genética possa contribuir para a aparição da condição, ela não é capaz de configurar uma causa por si só.

Agentes infecciosos

Para alguns pesquisadores, determinados agentes infecciosos, como vírus e bactérias, podem causar alterações no sistema imunológico e, assim, desencadear a doença.

Outros fatores de risco

Alguns fatores de risco vem sendo associados ao desenvolvimento da artrite reumatoide , dentre eles podemos citar os seguintes:

  • Gênero:Embora a artrite reumatoide seja três vezes mais comum entre pessoas do sexo feminino, os sintomas costumam ser mais intensos no sexo masculino.
  • Idade:Embora possa aparecer em pessoas de qualquer idade, a artrite reumatoide é mais comum em pessoas entre 40 e 60 anos.
  • Histórico familiar:O fato de alguém na família ser portador de AR, aumenta o risco de que outros venham a desenvolver a condição.
  • Fumo:Pesquisas apontam o hábito de fumar como um dos possíveis fatores desencadeadores da doença, principalmente em quem já possui predisposição genética. E não é só o fumante ativo que é afetado, aqueles que convivem com fumaça de cigarro (fumantes passivos) também apresentam risco maior.
  • Obesidade:Estudiosos relacionam a obesidade, especialmente em mulheres antes dos 55 anos, como um fator de risco de desenvolver AR.
  • Hormônios:Pesquisas também associam fatores hormonais à doença, o que explica a maior incidência em mulheres e o fato de que muitas gestantes apresentam melhoras clínicas sem demais explicações.
  • Exposição à substâncias:Recentes estudos relacionaram um tempo grande de exposição à substâncias como sílica e asbestos, ao desenvolvimento de doenças autoimunes, incluindo a artrite reumatoide.

Sintomas da Artrite Reumatoide

sintomas-da-artriteVale saber que os primeiros sintomas da artrite reumatoide costumam ser sutis, como dores nas juntas das mãos e dos pés. É muito comum o paciente ter problemas para realizar tarefas simples como abrir potes e girar maçanetas, ou até mesmo sentir dor nos pés ao caminhar após levantar da cama de manhã, mas não são só esses os sintomas, podemos citar outros como os seguintes:

  • Articulações doloridas, inchadas, avermelhadas e sensíveis;
  • Fadiga;
  • Falta de apetite;
  • Perda de energia;
  • Rigidez muscular e articular, sensação prolongada de que o corpo está “travado”.

Vale saber que, geralmente, as inflamações seguem um padrão simétrico, ou seja, quando há uma inflamação na mão direita, provavelmente, há uma na mão esquerda também. É muito importante conhecer essa característica, pois ela facilita a distinguir a artrite reumatoide de outros tipos de artrite.

Outro fato a ter em mente, que pode acontecer, embora raríssimas vezes, de haver inflamação na articulação ligada às cordas vocais, provocando alterações na voz e, até mesmo, rouquidão.

A artrite reumatoide não deve jamais ser subestimada, pois é um problema que, além de doloroso, se não for devidamente tratado, pode prejudicar a qualidade de vida do paciente, já que as inflamações crônicas danificam os tecidos, podendo gerar perda de cartilagem, erosões, fraqueza nos ossos e músculos, além de causar deformações nas articulações que, por sua vez, acabam por perder suas funções.

Uma das deformidades mais comuns é conhecida como Pescoço de Cisne, na qual as pontas dos dedos são distorcidas de tal forma que remetem ao animal.

Como já foi dito, embora seja mais comum em pessoas acima de 40 anos, crianças também podem ter artrite reumatoide., podendo haver febre alta diária (mais de 39ºC) por períodos maiores que duas semanas, além de dores, dificuldades na movimentação e fraqueza. Há, também, casos em que o paciente não sente dor, ou muito pouca.

Lembrando que pela própria natureza da doença, os sintomas podem ir e vir, alternando em períodos de crises e remissão.

Diagnóstico da artrite reumatoide

Em casos de suspeita da doença, o profissional especialista para tratá-la é o reumatologista, que é o especialista em doenças do tecido conjuntivo, articulações e doenças autoimunes.

Infelizmente, não existe um teste específico para diagnosticar a artrite reumatoide, por isso, o profissional deverá analisar os sintomas , assim como, alguns exames laboratoriais e por imagem, que podem ajudar o médico a identificar a doença pela presença de biomarcadores (substâncias detectadas que qualificam a doença).

Para ser diagnosticada a artrite reumatoide, o paciente deve apresentar algumas características abaixo, são elas:

Artrite de articulações das mãos ou punhos;

  • Artrite em três ou mais áreas: Inflamação em três áreas de articulação ou mais, apresentando acúmulo anormal de líquido (edema) nas partes moles ou derrame do líquido articular;
  • Rigidez matinal: Rigidez nas articulações e músculos durante, pelo menos, 1 hora até a completa melhora;
  • Artrite simétrica: Inflamação das mesmas articulações nos dois lados do corpo simultaneamente;
  • Nódulos reumatóides: Nódulos embaixo da pele localizados sobre proeminências ósseas, em superfícies extensoras ou em regiões próximas das articulações (região justarticular);
  • Fator reumatoide (FR) sérico: Grupo de anticorpos presente no sangue da maioria das pessoas com AR;
  • Alterações radiológicas: Aparições de erosões ou descalcificações articulares em exames radiográficos.

Alguns exames utilizados em diagnósticos de artrite reumatoide:

  • Exame de sangue: Pode ajudar o médico a identificar se há anemia, assim como, os anticorpos fator reumatoide e anticorpo antipeptídeo citrulinado cíclico. Também podem ser verificados a Velocidade de Hemossedimentação e Proteína C Ativa, que são indicadores de presença de inflamações no corpo.
  • Exames por imagem: Tanto exames de Raio X como de ressonância magnética podem ser usados para conferir o estado das articulações, além de identificar erosões, descalcificações e outras deformidades.
  • Artrocentese: É a coleta do líquido sinovial de uma articulação inflamada que também pode ser usada para injetar medicamentos para aliviar os sintomas.

Artrite reumatoide tem cura?

Infelizmente, embora existam tratamentos que podem manter a artrite reumatoide sob controle, ajudando a diminuir, assim, seus sintomas, ela é uma doença crônica e, até hoje, não se encontrou a cura para a condição.

E mais, como a artrite reumatoide pode gerar sérios problemas de mobilidade, o tratamento deve ser feito em conjunto com um fisioterapeuta e um terapeuta ocupacional, profissionais capazes de melhorar a qualidade de vida do paciente, mesmo com mobilidade reduzida.

Fisioterapia

A realização de exercícios físicos com um fisioterapeuta pode ajudar a prevenir a perda da mobilidade, assim como, aliviar as dores. Os alongamentos são muito importantes, já que evitam que os tendões sofram encurtamententos pela inatividade, assim como, a utilização de órteses (apoio ou dispositivo externo aplicado ao corpo)  pode ajudar a manter a funcionalidade das articulações que sofreram deformidades.

Terapia ocupacional

É muito importante que o paciente invista em um terapeuta ocupacional, pois ele pode ajuda-lo a manter sua autonomia através de adaptações dos espaços e objetos, além de auxiliar a mobilidade das articulações com técnicas cinesioterápicas.

Cirurgias

Vale saber que quando medicamentos não fazem efeito e não conseguem prevenir danos às articulações, pode ser a hora de apostar em procedimentos cirúrgicos, justamente, para tentar reparar e recuperar a função das articulações melhorando, portanto, a qualidade de vida dos pacientes.

Algumas cirurgias que podem ser realizadas são:

  • Sinovectomia: Procedimento para a retirada da parte inflamada da membrana sinovial, evitando danos à cartilagem. Pode ser feito nos joelhos, cotovelos, pulsos, dedos e quadris.
  • Reparação de tendão: Como as recorrentes inflamações e danos podem causar rupturas ou até mesmo soltar os tendões, as vezes é preciso apelar para um cirurgião, o qual poderá reparar esses tendões às articulações, para que o paciente readquira seus movimentos.
  • Artroplastia total: É um procedimento no qual as partes danificadas da articulação são retiradas e substituídas por uma prótese de metal e plástico que, se bem cuidada, pode durar até 20 anos antes de ser necessária uma troca.
  • Artrodese: Para casos em que não há possibilidade de fazer uma artroplastia total, então, a artrodese se torna um último recurso. É feita a fusão entre os dois ossos, eliminando definitivamente a articulação. Geralmente só é feita quando não há outra maneira de aliviar a dor sentida nas juntas.

Terapia alternativa

É preciso saber que algumas terapias alternativas podem ser feitas juntamente com o tratamento, as quais, mesmo sem evidências científicas de que funcionem, muitos pacientes relatam uma grande melhora em alguns sintomas. As mais populares são:

  • Óleo de peixe: Suplementos à base de óleo de peixe, rico em ácidos graxos, podem ajudar a reduzir a dor e rigidez. Só é preciso se preparar para os possíveis efeitos colaterais, como náusea, arrotos e gosto de peixe na boca. Além disso, o óleo de peixe pode interferir no funcionamento de alguns medicamentos, então, é importante sempre perguntar ao médico antes de usá-lo.
  • Óleos de plantas: O óleo das sementes de plantas como Oenothera, Borragem e Cassis contém ácidos graxos que podem auxiliar no alívio da dor e rigidez. Tal como acontece com o óleo de peixe, os óleos de plantas podem causar náusea, diarreia e gases, sem falar nos danos que algumas podem causar ao fígado, assim como, interferir no uso de medicamentos.
  • Tai chi: Essa arte marcial chinesa combina exercícios leves, alongamentos e respiração, que podem trazer alívio para dor causada pela artrite reumatoide. Mas, claro, é fundamental que, para que a prática seja segura, só executá-la com a ajuda de um instrutor que compreenda as limitações da doença. E é fundamental que o paciente sempre informe se sentir dor, devendo, claro, evitar realizar movimentos que podem prejudicá-lo.

Vale saber que não há comprovações científicas de que suplementos de colágeno ou cartilagem de tubarão tenham qualquer efeito positivo na artrite reumatoide . E mais, testes mostraram que pulseiras magnéticas não são eficazes e outros tratamentos, como homeopatia e acupuntura, também não promovem qualquer benefício em relação à doença.

Medicamentos para artrite reumatoide

medicamentosPara reduzir as inflamações e prevenir deformidades, geralmente, o tratamento é medicamentoso, existindo 4 classes de medicamentos utilizados para tratar a artrite reumatoide, caberá ao médico escolher o mais adequado para cada caso, de acordo com sua gravidade. As quatro classes de medicamentos são as seguintes:

Anti-inflamatórios não esteroides (AINES)

Servem apenas como paliativos, aliviando os sintomas da artrite e tratando inflamações, pois oferecem muitos riscos e efeitos colaterais a longo prazo. Também não são capazes de prevenir deformidades. Alcançam seu efeito máximo entre 2 e 4 semanas de uso.

Alguns dos anti-inflamatórios mais usados são:

  • Ibuprofeno;
  • Naproxeno.

Corticoides

São usados para reduzir processos inflamatórios e aliviar sintomas. Assim como os AINES, não previnem deformidades e são indicados no início do tratamento para alívio rápido dos sintomas. Em alguns casos, é indicado sua administração simultânea com os anti-inflamatórios. A substância mais usada nesses casos é a prednisona.

Drogas anti-reumáticas modificadoras de doença (DMARDs)

Indicadas para diminuir os processos inflamatórios, impedindo, assim, a progressão da doença deformante. São drogas imunossupressoras, ou seja, enfraquecem o sistema imunológico, por isso, é fundamental que seu uso seja acompanhado de perto por um médico. Alcançam seus efeitos só após semanas ou meses de tratamento.

Dentre outros, o médico poderá receitar:

  • Hidroxicloroquina;
  • Metotrexato;
  • Penicilamina;
  • Sulfassalazina;
  • Azatioprina;
  • Leflunomida;

Modificadores da resposta biológica

Nova classe de medicamentos para tratar a artrite reumatoide, tem ação voltada aos mediadores inflamatórios e nas células envolvidas na artrite.

São medicamentos obtidos através da biotecnologia, com efeito imunossupressor, porém, seus efeitos colaterais podem ser mais graves que as outras classes de medicamentos. Em razão disso, essa nova classe de medicamentos é usada, exclusivamente, quando a doença não responde ao tratamento convencional.

Alguns medicamentos pertencentes a essa classe são:

  • Etanercepte;
  • Infliximabe;
  • Adalimumabe;
  • Anakinra;
  • Abatacepte;
  • Rituximabe.

Nunca é demais lembrar que toda atenção é pouca se tratando de remédios, por isso, JAMAIS se automedique ou interrompa o uso de um medicamento sem antes consultar um médico. Somente um profissional capacitado poderá dizer qual medicamento, dosagem e duração do tratamento é o mais indicado para o seu caso em específico.

Convivendo com a artrite reumatoide

Conviver com a artrite reumatoide não é simples, até em função das limitações que a doença oferece, tanto de ordem física como psicológica. No entanto, hoje já existem muitos recursos e dicas para que o paciente possa garantir uma boa qualidade de vida e aprender a conviver com o problema.

Apoio psicológico

É muito comum que portadores de artrite reumatoide acabem por desenvolver depressão, justamente, pelo fato da doença provocar dores intensas, além de sentimentos de perda e incapacidade. Por isso, é importante que o paciente receba, também, tratamento psicológico, ajudando-o a ter força mental para batalhar contra a doença.

Exercícios

Sem dúvida, eles são fundamentais para manter as funções das articulações por mais tempo, devendo ser diário e bem leve. Já, as sessões de fisioterapia podem ocorrer algumas vezes por semana. Ambos, no entanto, devem ser supervisionados por um profissional de educação física, fisioterapeuta ou terapeuta ocupacional.

Alimentação

Embora não exista uma dieta específica para portadores de artrite reumatoide, ter uma alimentação leve e equilibrada, com certeza, só traz benefícios gerais, além de ajudar a manter o peso e a diminuir as dores nas articulações dos quadris, pernas e pés.

Compressas

Em muitos casos, compressas quentes ou geladas ajudam a aliviar as dores. A sensação de quente ajuda a relaxar os músculos doloridos, assim como o gelo pode entorpecer o local.

Gravidez

Algumas pessoas relataram a melhoria nos sintomas da artrite reumatoide durante a gravidez. Embora nem todas as gestantes vivenciam essa melhora, uma grande parte afirma que sim. Por outro lado, a artrite reumatoide não dificulta a gravidez e não causa abortos espontâneos, assim como não é transmitida para o bebê.

Mas, vale saber que alguns tratamentos para artrite reumatoide podem, sim, interferir na gestação, de modo que a mulher deve avisar e conversar com o médico caso esteja planejando ter um bebê.

Roupas e calçados

Certamente, quanto mais confortável a forma da pessoa se vestir, mais seu dia a dia será facilitado.  É preciso investir em roupas largas, sem botões e sapatos sem cadarços, para que o enfermo não se sinta tão dependente. E a recomendação é que  se vista sempre sentado, ao invés de em pé, para evitar possíveis quedas.

No banho

É preciso que se repense todos os ambientes e hábitos do enfermo, como o chuveiro, que é um dos locais mais perigosos para portadores de artrite reumatoide, pois o chão escorregadio pode facilmente provocar quedas. Por isso, é preciso investir em tapetes antiderrapantes e, em alguns casos, até mesmo, em cadeiras à prova d’água próprias para banhos sentado.

É preciso evitar banheiras, elas não são recomendadas, já que o paciente pode ter problemas para entrar ou sair dela.

Na cozinha

Em alguns casos, de pacientes com movimentos limitados, por exemplo, pode ser que precisem de ajuda na cozinha. Para isso, existem equipamentos próprios para incapacitados, que podem ajudar a abrir potes, latas, garrafas, entre outros.

Viagens

Viagens precisam ser muito bem estudadas, pois pessoas com doenças reumáticas podem ficar mais suscetíveis a certas condições, como na praia, por exemplo,  por conta das radiações UV, do calor, e as inflamações e dores podem piorar.

Por outro lado, viagens para destinos como campo, montanhas ou termas são ótimas opções, nas quais o enfermo pode manter sua rotina de cuidados, além de poder experimentar outros exercícios benéficos, como, por exemplo, nadar em piscinas aquecidas, que costumam agradar muito.

Dicas importantes para o paciente

Converse com seu médico e discuta as opções de tratamento para você.

Nunca se esforce demais, procure descansar assim que se sentir cansado, para conservar, ao máximo, sua energia. Caso seja preciso, não se iniba, tire sonecas durante o dia, faça as atividades mais lentamente, de modo a se cansar menos e diminuir as possibilidades de inflamações e danos.

Não deixe que a doença decida sua vida social ou seu dia a dia, procure ver gente, conversar com familiares, amigos e entrar em contato com pessoas nas mesmas condições que você.

Não precisa falar somente sobre seu problema, mas procure conversar, também sobre ele.

No mais, procure manter um bom relacionamento com as pessoas que lhe fazem bem, sem dúvida, é uma das chaves para que possa se sentir realizado, apesar da doença.

Procure tirar um tempo para cuidar de si mesmo, além dos cuidados com sua condição.

Faça as atividades que gosta de fazer (dentro do possível), ouça as músicas que gosta, cuide da sua aparência. Acredite, muitas pessoas convivem com a doença e levam uma vida “normal”, na medida do possível, claro.

Possíveis complicações

Na verdade, muitas complicações relacionadas à artrite reumatoide são conhecidas como manifestações extra-articulares, sem falar que as medicações utilizadas no tratamento muitas vezes enfraquecem o sistema imunológico, facilitando o surgimento de infecções e outras doenças.

E mais, como a artrite reumatoide é uma doença sistêmica, as inflamações podem atacar outros órgãos e tecidos do corpo, causando diversas complicações graves, dentre elas:

  • Cáries e doenças na gengiva pela secura.
  • Pleurisia (inflamação no revestimento do pulmão);
  • Tuberculose;
  • Fibrose pulmonar;
  • Falta de ar;
  • Nódulos reumatoides no pulmão.
  • Pericardite (inflamação do revestimento do coração);
  • Portadores de AR são 2,5% mais propensos a desenvolver doenças cardiovascularesque a população em geral.

Fígados e rins

É fundamental realizar, frequentemente, check ups, pois os medicamentos usados para tratar a artrite reumatoide podem afetar o fígado e rins.

Ossos

A artrite reumatoide e os medicamentos utilizados no tratamento aumentam a chance do paciente desenvolver osteoporose.

Sistema nervoso

A doença pode afetar nervos de braços e pernas, causando dormência, formigamento ou fraqueza podendo, o enfermo, desenvolver síndrome do túnel do carpo.

Sangue e vasos sanguíneos

Casos de inflamações em demasia podem ocasionar anemia e formar coágulos sanguíneos. Outro problema é uma possível inflamação dos vasos sanguíneos, chamado de vasculite.

Pele

Nódulos reumatoides podem aparecer e desaparecer espontaneamente.

Sistema linfático

É maior a chance de desenvolver linfoma, o câncer no sistema linfático, em portadores de artrite reumatoide.

Como Prevenir a artrite reumatoide

Embora, infelizmente, não exista uma forma de prevenir a artrite reumatoide, quanto mais cedo a doença for descoberta, com certeza, mais fácil e eficaz será o tratamento.

Vale ter em mente que embora não tenha cura, é possível conviver com a doença, e evitar que ela evolua, para isso, a informação e o diagnóstico mais cedo possível são fundamentais. Por isso, ao sentir os primeiros sintomas, procure um médico o mais rápido possível.

No mais, como dito, a ciência evolui a cada dia, enquanto não se acha uma cura definitiva, procure se informar sobre novos tratamentos e procurar levar sua vida de forma mais normal possível.

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