Câncer colorretal – Causas e Tratamentos

Câncer colorretal

Terceiro tipo de câncer mais frequente tanto em homens quanto em mulheres, segundo dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), o câncer colorretal, na verdade, é o terceiro mais frequente entre os homens, logo após do câncer de próstata e de pulmão, e o segundo que mais acomete as mulheres, depois do câncer de mama.

Ele aparece, geralmente, depois dos 65 anos de idade, cerca de 90% dos casos ocorrem em indivíduos com mais de 50 anos, sendo considerado muito raro em crianças.

O que é câncer colorretal

Câncer colorretal é um dos tumores mais frequentes do século XXI, na verdade, é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, ou seja, no cólon ou em sua porção final, o reto.

O Câncer colorretal  é subdividido em cólon e reto e tem como uma de suas principais características o fato de que a maioria tem origem em pólipos que são pequenas elevações na parede do cólon e/ou do reto e que crescem muito lentamente, podendo levar muitos anos para se tornarem malignos. Por isso, quanto mais cedo forem descobertos esses pólipos, mais chances há de serem identificados e retirados antes de se transformarem em tumores malignos.

câncer-colorretalFatores de risco do Câncer colorretal

Segundo recentes estudos, uma dieta rica em carnes vermelhas, processadas, processadas, embutidos  e gorduras, são grandes fatores de risco da doença, fora isso, outros hábitos também foram apontados, tais como:

  • Obesidade, Sedentarismo;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Pessoas com mais de 50 anos;
  • Ter ou já ter tido pólipos ou doença inflamatória intestinal;
  • Ocorrência de câncer colorretal em familiares de primeiro e segundo graus.

Sinais ou sintomas de câncer colorretal

Por ser uma doença silenciosa, causa sintomas, em geral, apenas em estágios mais avançados, sendo o sangramento ao evacuar, geralmente, o sinal mais comum, mas outros sintomas também devem receber uma atenção especial, as principais alterações que devem chamar a atenção do paciente são:

  • Presença de sangue ao evacuar, seja sangue vivo ou escuro, misturado às fezes, com ou sem muco.
  • Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal que cause diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.
  • Desconforto abdominal com gases ou cólicas,
  • Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, com permanência da vontade de evacuar mesmo após a evacuação
  • Constipação persistente de início recente;
  • Cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal trazendo desconforto com gases ou cólicas; .
  • Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.
  • Fezes pastosas e escuras,
  • Sensação de dor na região anal.

Por isso, atenção, caso apresente algum desses sintomas, principalmente se sangrar ao evacuar, procure um médico o mais rápido possível, pois quanto antes iniciar o tratamento, maiores serão as chances de cura. Mas, vale saber que outras doenças, que não o câncer, também pode apresentar alguns desses sintomas acima relatados.

Como já foi dito, esse tipo de câncer atinge homens e mulheres de forma semelhante, com incidência, um pouco maior, na população masculina. Geralmente, aparece já na faixa etária adulta, a partir dos 50 anos, sendo muito raro em crianças.

Como é o tratamento do câncer colorretal

O tratamento de tumores iniciais, geralmente, é menos agressivo, só sendo preciso  retirar os pólipos e lesões através da colonoscopia, ou por meio de cirurgias com ressecções locais dos tumores.

Já, em caso de tumores maiores do cólon, então, há necessidade de cirurgia (convencional, laparoscópica ou robótica).

E mais, no caso de tumores do reto, pode ser preciso que o paciente se submeta à uma radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia.

Enfim, cada caso é um caso e o tratamento vai depender do estágio do tumor e da resposta de cada paciente, podendo ser necessário, em alguns casos a radioterapia, quimioterapia e/ou cirurgia, mas, como já foi dito, dependendo do local, do tamanho e extensão da doença no cólon ou em outros órgãos no caso de existirem metástases (aparecimento do tumor em outro órgão como fígado ou pulmão, por exemplo).

Por isso, não é demais lembrar que quanto mais cedo for realizado o tratamento, menor a agressividade e o tempo de tratamento, proporcionando uma melhor qualidade de vida ao paciente.

Como dito acima, entre esses exames, pode ser necessária a realização do toque retal e do exame de colonoscopia, o qual provoca algumas dúvidas, por isso, falaremos um pouco sobre esse exame.

O que é colonoscopia

o que é colonoscopiaA colonoscopia nada mais é que um exame endoscópico que permite a visualização do interior de todo o colón e parte do intestino delgado, sendo super eficaz para investigar sintomas e rastrear o câncer colorretal.

No exame, é utilizado um tubo flexível de, mais ou menos, um metro e setenta centímetros de comprimento e um centímetro de diâmetro (vídeo endoscópio).

Felizmente, hoje já é possível realizar a colonoscopia virtual, um exame que possui o mesmo objetivo da colonoscopia tradicional, porém, um método não invasivo.

Nesse exame, o paciente se deita em uma maca, sobre o seu lado esquerdo. Uma veia é puncionada para a administração de sedativos.

Após a administração do medicamento, é realizado um toque retal para relaxamento dos esfíncteres anais, quando é  introduzido, então, o aparelho.

Embora pareça meio assustador, na verdade, esses procedimentos são indolores.

O aparelho é introduzido, suavemente, através dos segmentos intestinais, permitindo o exame cuidadoso de toda a mucosa.

São injetadas pequenas quantidades de ar dentro do intestino para melhorar a visualização e facilitar a progressão do aparelho, o que pode causar um pouco de cólica.

Como prevenir o câncer colorretal

Estudos populacionais relacionam dietas ricas em bebida alcoólica, carne vermelha e embutidos com uma maior incidência de câncer colorretal, por isso, acredita-se que adotar uma dieta rica em frutas, verduras e vegetais, assim como, evitar carnes vermelhas e embutidos pode ser uma boa forma de prevenir a doença.

Segundo uma pesquisa feita pelo Departamento de Saúde do Reino Unido, pessoas que ingerem mais de 90 g de carne vermelha ou embutidos por dia apresentam maior risco de desenvolver câncer colorretal. A sugestão é reduzir o consumo desses alimentos para menos de 70g por dia.

Ainda, de acordo com essa pesquisa, foi constatado um aumento do risco de câncer colorretal em indivíduos obesos ou acima do peso, sendo, no entanto, essa associação maior no sexo masculino, provavelmente, devido ao predomínio da gordura visceral.

Por isso, sugerem, como forma de prevenção, adotar alguns hábitos, tais como:

  • Adotar uma alimentação adequada, rica em fibras,frutas, verduras e vegetais;
  • Praticar exercícios físicos;
  • Combater a obesidade;
  • Não fumar;
  • Não ingerir bebidas alcoólicas em excesso.

Claro, essas são apenas atitudes importantes na prevenção dessa e de tantas outras doenças, sendo, na verdade, fundamental, se submeter a exame de rastreamento, principalmente, ao perceber algum dos sintomas acima relatados e, mesmo sem sintoma algum, a partir dos 50 anos de idade, uma vez que essas medidas não são 100% eficazes.

Lembrando que o exame mais importante e eficiente continua sendo a colonoscopia, já que consegue visualizar todo o cólon e reto, e caso encontre algum pólipo, poder tratá-lo, ou se for o caso, retirá-lo, evitando que se transforme em um tumor maligno.

Vale saber que, embora o recomendado seja iniciar o rastreamento a partir dos 50 anos, sempre que houver casos na família, a colonoscopia deve ser iniciada mais precocemente.

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